Caso 1 -ETEG.pdf
Incubadora: INSOFT (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica em Informática)
Autoria: Anizio Dutra Vianna, Christiano Becker
Tutoria: Cláudio Afrânio Rosa
Introdução
As mudanças ocorridas no mercado de trabalho nas duas últimas décadas do século XX criaram um ambiente novo para os jovens que nele ingressavam. Não mais existiam empregos em abundância e as organizações apontavam para modelos mais modernos e competitivos.
As grandes corporações que antes produziam de tudo, internamente, deram lugar a negócios mais focados e apoiados em cadeias produtivas formadas principalmente de pequenas e médias empresas. Esse quadro era aparentemente paradoxal: se, por um lado, o nível de empregos via-se cada vez mais reduzido, por outro, mostrava-se mais aberto para os pequenos e novos empreendimentos. Em janeiro de 2000, em Belo Horizonte, Rafael Paiva, Lúcio França, Emerson Pardo e Fernando Teixeira concluíam a graduação no curso de Ciência da Computação da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, quando, então, se depararam com o desafio da construção da carreira.
Em meados de julho desse mesmo ano, a pré-incubadora de empresas Gene-Cria, ligada à Insoft – Incubadora de Empresas de Base Tecnológica em Informática de Belo Horizonte abria a sua primeira chamada para apoiar novos empreendimentos. Os quatro jovens não tiveram dúvida e, assim, submeteram à préincubadora o plano para implantação da ETEG, que tinha como objetivo a criação do serviço eBabel para pesquisa e comparação de preços na internet.
De 2000, ano de criação da empresa, até 2002 os esforços foram direcionados para aperfeiçoar a ferramenta eBabel e inserila, efetivamente, no mercado. O ano de 2002 foi um divisor de águas. O faturamento da ETEG encontrava-se em declínio e a busca de recursos junto a novos investidores não se mostrava promissora. Era necessário mudar de rumo, no qual o foco da empresa passaria a ser o mercado e não mais seu produto. O desafio a ser superado pela ETEG seria então reinventar sua forma de fazer negócios.