Caso 2 - Sucesso de mercado saiu de um PC-XT.pdf
Incubadora: INSOFT
Autoria: Daisy Andrade de Melo e Souza,
Renata Naiara Silva,
Rita de Pinho Carvalho
Tutoria: Mara Veit
Sempre atento às novidades, interessado em aprender e aficionado pelo acesso rápido ao progresso da tecnologia, em sua época,nos anos 70, Luiz Antônio Normanha Novaes, hoje proprietário da Liga Sistemas, era o primeiro a buscar o conhecimento no que se refere à implantação de qualquer novidade. Queria ver, tocar e interagir com o que era considerado avançado e moderno. Ele se lembra do dia em que o pai chegou em casa com um gravador portátil de fitas K7. A possibilidade de apertar algumas teclas, gravar a voz e depois reproduzi-la, fascinava o menino. Para ele, aquilo era o máximo. Normanha afirma que talvez tenha iniciadoali a sua caminhada rumo à tecnologia e inovação e, também, a seu gosto musical.
A Liga Sistemas foi fruto de uma necessidade do desenvolvimento de um sistema para o laboratório de análises clínicas do irmão mais novo, Dr. José Geraldo Normanha, formado em farmácia pela UFMG. Seu irmão se queixava de que, por onde passava, para aumentar seus conhecimentos na área de estudo, como em congressos, seminários e palestras sobre análises clínicas, nunca ouvia falar a respeito de alguma solução computacional para o segmento, mas gostaria de buscar uma solução que atendes se suas necessidades profissionais.
Em 1992, já graduado em Ciência da Computação pela UFMG e com um computador PC-XT em mãos, Luiz Antônio se dividia entre o emprego seguro no BDMG, conseguido por meio de um concurso público; as aulas que dava à noite e o desenvolvimento do sistema solicitado pelo irmão farmacêutico, hoje dono dos maiores laboratórios de análises clínicas do Norte de Minas.
Essa rotina seguiu por, aproximadamente, um ano, quando, finalmente, nasceu o Infolab para DOS, um sistema de informação laboratorial inédito no mercado. Com o programa pronto e aprovado – depois de testado no laboratório do irmão, nos laboratórios da UFMG e no já consagrado laboratório Humberto Abrão – a empresa foi crescendo e a presença constante do seu líder era uma exigência da própria atividade. Como se comportaria Luiz Antônio para dar continuidade ao negócio e ao emprego, conciliando, deforma qualitativa, as duas atividades? Quem não gostaria de ter um emprego tão seguro como o do BDMG? Como ser um verdadeiro empreendedor, com foco no seu empreendimento?