Good Practice

Gestão Financeira

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Objetivo

Como todo negócio, a incubadora tem receitas e despesas. A gestão financeira, portanto, consiste no planejamento, acompanhamento e controle dos recursos financeiros da incubadora, sejam eles oriundos da vendas dos serviços ou dos parceiros e investidores. Assim, é preciso desenvolver mecanismos que permitam ao gestor da incubadora saber com precisão o volume de que dispõe, necessidades e capacidade de investimento. Além disso, a gestão financeira deve incumbir-se de captar novas fontes de recursos para a incubadora.

Fatores Críticos

Para uma boa gestão financeira, é preciso desenvolver e usar documentos de controle de entrada e saída de recursos, de forma a identificar pontos críticos e necessidades de investimento. A seguir, algumas etapas importantes para a gestão eficaz dos recursos financeiros da incubadora.

  1. Elaboração de Planilha de Investimentos. Esta atividade visa reunir as informações sobre usos e prazos de desembolso de recursos financeiros em investimentos necessários para a criação ou o desenvolvimento da incubadora. Para uma melhor observação dos recursos necessários nas diversas fases do programa de incubadora, devemos separar os investimentos em:

1. Gastos pré-operacionais: desembolsos efetuados antes da inauguração efetiva da incubadora (constantes no plano negócios inical).

2. Instalações físicas: desembolsos oriundos da adequação, construção e conservação da instalação física da incubadora.

3.  Equipamentos: desembolsos realizados visando a compra de equipamentos para o início e continuidade das atividades operacionais da incubadora.

4. Despesas gerais: como se trata de investimentos, neste item relacionamos desembolsos iniciais que poderão existir na implantação e inauguração da incubadora.

5. Reservas: são valores desembolsados para formação de um caixa.

  1. Elaboração de Planilha de Custos e Despesas. Nessa planilha, encontram-se as informações de usos e prazos dos desembolsos, separados em Custos e Despesas. Para seu desenvolvimento, dois princípios devem ser considerados:

1. core business: atividades principais do empreendimento, cujos cortes impediriam o seu desenvolvimento; e

2. grau de envolvimento do desembolso com a atividade do empreendimento.

  1. Elaboração de Planilhas de Receita. Nessa planilha deverão constar todas as receitas apropriadas pela incubadora, receitas próprias (oriundas dos serviços prestados pela incubadora, taxas etc.) e de terceiros (vindas de instituições de apoio e fomento e de investidores).
  2. Fluxo de Caixa da Incubadora. O fluxo de caixa é um documento auxiliar e indispensável para o sucesso da administração financeira do empreendimento. Este documento deve guardar relação com o plano orçamentário para acompanhamento da performance financeira do empreendimento.

O conceito de fluxo de caixa é bastante simples. As atividades do negócio resultam em entradas ou saídas do seu caixa. A projeção dessas variáveis sobre o caixa, para o futuro, gera o fluxo de caixa ou o ciclo financeiro do empreendimento.

Apesar da simplicidade do conceito de fluxo de caixa, sua aplicação ao negócio acarreta algumas dificuldades, decorrentes dos seguintes aspectos:

o        num novo negócio, as entradas e saídas resultantes de algumas atividades são de difícil previsão;

o        há dificuldade em prever os valores futuros das entradas e saídas de caixa, devido às incertezas do cenário projetado; e

o        há dificuldade em quantificar o impacto sobre as entradas e saídas de caixa em função dos riscos do negócio.

o        A elaboração do fluxo de caixa da incubadora permitirá ao gestor conhecer, com elevado grau de certeza, o saldo da incubadora, de forma a poder prever necessidades de investimento e captação de novos recursos.

o        Dicas

A análise do fluxo de caixa, permite à incubadora:

o        Conhecimento perfeito das disponibilidades ou falta de recursos, permitindo:

  • injetar recursos / fazer aplicações financeiras;
  • adiar compromissos;
  • antecipar projetos;
  • traçar rumos alternativos; e
  • fazer o orçamento de investimentos e operacional.

o        Monitorar o orçamento e, em conseqüência, patrulhar o plano estratégico ou de metas.

o        Fazer um acompanhamento sistemático das contas a pagar e a receber, estabelecendo-se aí um duplo controle bastante eficiente, um ponto estratégico de controle de saldos de bancos.

o        Obriga as áreas a um profundo conhecimento de suas atividades e necessidades.

Responsáveis

Gestores e equipe técnica da incubadora.

Indicadores e Metas

  • Grau de Auto-Sustentabilidade: valor percentual das receitas próprias com relação ao volume total de receitas da incubadora.
  • Custo por Metro Quadrado: é o valor mínimo que deve ser cobrado da empresa por metro quadrado de área ocupada para que a incubadora gere uma receita necessária para a cobertura de suas despesas.
  • Capacidade de Geração de Impostos das Incubadas (CG2I): é o quanto as empresas incubadas geram de impostos para cada unidade monetária investida na incubadora.
  • Geração de Impostos pelas Graduadas (CGIG): é o valor total de impostos pagos anualmente pelas empresas graduadas.
  • Custo de Geração de Emprego (CGE): é o valor necessário para a criação de uma vaga pelas empresas incubadas

Resultados

Acompanhamento eficaz do fluxo financeiro da incubadora, identificando necessidades e fontes para captação de recursos.

By Published March 2008.