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Objetivo
Grande parte das empresas, a partir de um determinado estágio de sua vida, se defrontará com uma situação onde é preciso crescer a uma velocidade superior àquela que sua capacidade de financiamento pode suportar. Trata-se de uma fase onde ela deverá crescer para atingir um novo patamar, sob pena de entrar em um processo degenerativo de crescimento a taxas medíocres, que a levará ao fim.
A constatação de que a disponibilidade de capital próprio em breve será insuficiente para suportar o ritmo de crescimento remete ao fato de que mais cedo ou mais tarde grande parte dos novos negócios terá de buscar alguma fonte de capital de longo prazo para sustentar seu crescimento. Com base nestas argumentações, acredita-se ser de fundamental importância para o empresário desenvolver habilidades que lhe permitam maior nível de conhecimento e, portanto, controle dos processos de capitalização disponíveis no mercado, objetivando aumentar a taxa de sucesso do crescimento de suas empresas.
O objetivo principal da capitalização é reforçar a posição financeira da empresa a curto e médio prazos para que esta possa empreender novos planos de investimento, seja no desenvolvimento de novos produtos, seja na ampliação da posição de mercado. Os processos de capitalização em empresas pressupõem a existência de planos de investimento ou plano de negócios, no caso do desenvolvimento de novas linhas de produto. É fundamental que, antes da busca de capital, a empresa tenha definido e documentado claramente qual será a destinação dos fundos.
Fatores Críticos
Formas de capitalização
Existem basicamente duas fontes de capital disponíveis às empresas: o capital próprio e o capital de terceiros.
As formas de capitalização dependem basicamente da origem do capital. A capitalização via capital próprio é, em sua maioria, simples e depende da existência de reservas de capital realizadas pela empresa, da disponibilidade financeira dos sócios em realizar aumentos de capital ou de recursos levantados informalmente através de pessoa física (normalmente junto à família). Os recursos entram basicamente via conta Caixa ou através de aumentos de capital registrados em contrato (caso das sociedades Ltda).
A capitalização via capital de terceiros exige da empresa um maior nível de detalhamento de suas intenções (planos). Os aportes de capital podem ser realizados da seguinte forma:
Linhas de financiamento convencionais: operadas por bancos comerciais, funcionam através de contratos de empréstimo, onde são exigidas garantias reais e aval. Os prazos são curtos e a remuneração exigida inviabiliza o projeto.
Linhas de financiamento subsidiadas/especiais: são disponibilizadas pelo governo e operadas por agentes oficiais e bancos comerciais. As condições são melhores do que as convencionais, principalmente com relação aos juros e prazo, porém grande parte delas exige garantias reais.
Programas de incentivos à capacitação e desenvolvimento: recursos disponibilizados pelo governo e operados pelos ministérios. São recursos a fundo perdido, com contrapartida dos projetos desenvolvidos pelas empresas.
Capitalização via novo sócio: no caso de Sociedades Limitadas, a entrada do novo sócio ocorre com alteração no contrato social da empresa. Não há remuneração pré-acordada para o capital e as contrapartidas são as cotas do capital social da empresa.
No caso de Sociedades Anônimas, existem outras formas de capitalização que permitem à empresa conseguir capital sem necessariamente conseguir um novo sócio. As Sociedades Anônimas possuem uma legislação específica que lhes permite lançar títulos junto ao mercado financeiro com o fim de captar recursos. Estes títulos podem ter uma série de denominações, de acordo com a forma e o mercado a que se destinam. No caso de pequenas empresas e empresas incubadas, o título mais comum são as debêntures.
Responsáveis
Gestores da incubadora.
Indicadores e Metas
Formalizar investimento nas empresas incubadas e liberadas, pelo menos uma a cada ano.